8 dicas de gestão de frotas agrícolas para aumentar a produtividade
Um bom trabalho na lavoura começa muito antes de qualquer trabalho na terra. Se o produtor não contar com máquinas eficientes, seu cronograma de plantio e colheita poderá atrasar consideravelmente. Uma boa gestão de frotas agrícolas permite que você consiga prevenir problemas de funcionamento, criar rotas mais funcionais e até economizar combustível. Se o trabalho na sua fazenda sempre foi feito de maneira empírica ou manual, não se preocupe. Neste post, você conhecerá 8 dicas de gestão de frotas para aumentar a produtividade agrícola e ajudar a ter cultivos mais rentáveis. Continue a leitura:
O que é produtividade agrícola?
Antes de trazer as dicas sobre a gestão do maquinário, é importante entender os conceitos de produtividade e produção agrícola, que são diferentes. De fato, a produtividade é fundamental para uma boa produção agrícola. Enquanto a produção é a quantidade de produtos em uma determinada área, produtividade agrícola é o bom aproveitamento dos recursos e do tempo para produzir o máximo possível nesse mesmo espaço, mas sem abdicar da qualidade. Normalmente, calcula – se a produtividade agrícola por meio da relação entre produção e insumo, expressa em saca s por hectare.
Quais fatores interferem na produtividade agrícola?
Quando se trata da produtividade, alguns pontos podem trazer interferência. Para este texto, destacamos, abaixo, dois aspectos que importantes que podem impactar na boa produtividade agrícola e também na gestão do maquinário utilizado. O clima e a qualidade do solo.
a) Clima
Secas, chuvas fortes e calor intenso podem prejudicar — e muito — a qualidade do solo e dos alimentos produzidos. É por isso que é tão importante acompanhar a previsão do tempo, mas, mesmo assim, o produtor pode ser pego desprevenido.
b) Qualidade do solo
A qualidade do solo é a capacidade do solo de fornecer recursos para que as plantações se desenvolvam plenamente. Os principais fatores para verificar essa característica são:
- fertilidade: é a disponibilidade de nutrientes (macro e micro) essenciais para o desenvolvimento das plantas, como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, zinco e manganês;
- pH adequado: indica o nível de acidez ou alcalinidade do solo. Sua quantidade influencia a disponibilidade de nutrientes;
- teor de matéria orgânica : quantidade de resíduos vegetais e animais em decomposição na terra. Melhora a retenção de água pelo solo, aumenta a troca de nutrientes e estimula atividade microbiana;
- compactação : o solo perde sua estrutura por pressão excessiva causada pelo tráfego de máquinas pesadas;
- drenagem : capacidade do solo de escoar o excesso de água.
Com este contexto, torna – se possível entrar em nosso tema propriamente dito, pensando na gestão de frotas agrícolas.
Como usar a gestão de frotas agrícolas para aumentar a produtividade?
Veja como gerenciar corretamente seus veículos otimizará a produção da sua lavoura:
1. Conte com a telemetria
Uma das principais tecnologias (senão a principal) para a gestão de frotas agrícolas é a telemetria — a comunicação wireless (sem fio) entre as máquinas e o sistema central, que monitora todo o seu trabalho.
Aqui, um dispositivo conectado à máquina agrícola (um trator, por exemplo) capta diversos dados importantes enquanto ela trabalha, como desempenho do motor e velocidade. Quando conectado ao GPS, também é possível descobrir, em tempo real, o trajeto do veículo.
O dispositivo, então, envia esses dados imediatamente ao sistema central, que faz a leitura e interpretação. Essas informações, portanto, podem virar relatórios e gráficos, que formam um mapa completo de todo o trabalho desempenhado na fazenda.
A telemetria é importante por ser a base da internet das coisas (IoT), tecnologia que permite conectar objetos do cotidiano à internet.
2. Acompanhe a previsão do tempo
Como visto, saber qual a previsão do tempo para os próximos dias é uma questão de sobrevivência para a sua plantação. Estimar a temporada de secas e chuva ajuda a montar um calendário mais preciso para plantio, colheita e irrigação.
Além disso, quanto mais calor, mais doenças em lavouras. É o que diz um estudo da Embrapa, que aponta que, até 2100, cerca de 46% das patologias agrícolas ocorridas nas lavouras brasileiras devem se tornar mais severas. Além disso, o aumento da temperatura pode chegar a até 4,5 ºC em algumas regiões. Estimar a temperatura, portanto, também vai ajudar no desempenho dos defensivos agrícolas.
3. Faça o planejamento inteligente de manutenção
O primeiro passo para uma boa gestão de frotas agrícolas é saber que não se pode esperar pela manutenção corretiva, ou seja, feita quando o veículo apresenta um defeito. Além de ter um preço mais elevado, o conserto pode deixar a máquina fora de uso por dias, o que atrasa todo o trabalho
Há dois tipos de manutenção que uma fazenda pode adotar: a preventiva e a preditiva.
Na manutenção preventiva, a máquina passa por avaliações periódicas. Por exemplo: o motorista avalia o trator diariamente antes e depois de utilizá-lo, enquanto o mecânico faz uma verificação mais profunda mensalmente.
A manutenção preventiva também pode se basear em horas de uso. Por exemplo: a cada 500 h, o mecânico avalia o veículo.
Já a manutenção preditiva utiliza dados reais de performance para uma prevenção mais eficaz. Ao colher informações na telemetria, você verifica o desempenho de cada operação da máquina e antecipa falhas com mais precisão. A partir daí, pode criar um calendário de manutenções mais adequado às necessidades da sua frota
4. Utilize indicadores de performance
Os indicadores – chave de performance (KPIs) são valores que mensuram o desempenho de algo — neste caso, da frota agrícola. São mais complexos que as métricas, pois utilizam mais qualidades para chegar ao resultado. Enquanto a drenagem seria uma métrica, a q ualidade do solo seria o KPI.
Alguns indicadores – chave que você pode utilizar para gerir sua frota agrícola
- custo por hora trabalhada: valor total que a máquina custa para operar por hora. Inclui combustível, manutenção, operador, depreciação e outros custos;
- consumo médio (L/h): quantidade de combustível consumida por hora de trabalho;
- disponibilidade mecânica (%): percentual de tempo em que a máquina está apta para operar, sem estar parada por manutenção;
- taxa de utilização (%): capacidade disponível da máquina realmente usada. Indica se a frota está superdimensionada (ociosa) ou subdimensionada;
- tempo médio entre falhas (MTBF): período em que a máquina opera antes de apresentar uma falha
5. Treine os operadores
Uma boa gestão de frotas agrícolas passa principalmente por quem as opera. Afinal, não basta ter o máximo de tecnologia e desempenho no veículo se o operador não souber utilizá-lo.
Pode não parecer, mas o motorista impacta em diversos aspectos do veículo, como o consumo de combustível, desgaste de pneus, vida útil do motor e tempo de execução da atividade.
Treinamentos constantes funcionam como uma “manutenção” das equipes de trabalho. Além de garantir que todos compreendam o funcionamento dos veículos que operam, também ajuda a escolher as melhores rotas para cada operador, facilita a substituição em casos de falta do motorista principal e é uma forma de elaborar estratégias para aumentar a durabilidade do motor
6. Avalie o dimensionamento correto da frota
A quantidade de veículos deve acompanhar os hectares da sua terra. Enquanto uma frota reduzida causa gargalo na produção e uso extensivo das máquinas disponíveis, o superdimensionamento deixa tratores parados, o que também causa prejuízos.
Para fazer o dimensionamento correto da frota, você precisa saber a área total a ser trabalhada (em hectares), o tipo de trabalho que precisa ser feito, a janela de tempo disponível e a produtividade por hora da máquina.
7. Entenda a capacidade operacional
Capacidade operacional é a quantidade de trabalho que as máquinas e implementos agrícolas conseguem executar em uma jornada de trabalho. Conhecê-la é fundamental para fazer o dimensionamento correto da sua frota e melhorar a gestão.
A conta é:
Capacidade operacional (ha/h) = largura × velocidade × eficiência ÷ 10
Obs.: o divisor 10 é um fator de conversão para hectares.
Um exemplo: uma plantadeira tem 6 metros de largura e trabalha numa velocidade média de 6 km/h. Sua eficiência de campo é de 75%. A conta, portanto, seria:
6 × 6 × 0,75 ÷ 10 = 2,7 ha/h
Resposta: a capacidade operacional da plantadeira é de 2,7 hectares por hora.
8. Controle rigorosamente o uso de combustível
O combustível compõe uma fatia significativa dos gastos operacionais. Controlar seu consumo pode fazer toda a diferença no final do mês. Contudo, é preciso fazer uma boa administração, sem necessitar de um controle exagerado em cima dos condutores.
O primeiro passo é investir em medição automatizada — um sistema instalado no tanque de combustível da fazenda que mede automaticamente o volume armazenado, abastecido e consumido, sem depender de controle manual. Em vez de anotar abastecimentos em planilhas ou cadernos, o sistema registra tudo digitalmente.
Novamente, o treino dos motoristas fará toda a diferença nesse contexto. Quando eles sabem quais rotas seguir e desligam o motor em vez de deixá-lo no ponto morto, conseguem economizar consideravelmente o combustível.
Faça a gestão da sua frota agrícola com o REX da Velos
Como você viu, não há mistério para a gestão de uma frota agrícola: basta entender o funcionamento da sua máquina para administrá-la conforme as necessidades da sua fazenda. E para saber com precisão como seus veículos trabalham, você precisa da telemetria .
Com Velos, você tem a tecnologia REX, que capta os dados e proporciona uma visão ampla de toda a operação na lavoura. Tenha acesso a um sistema intuitivo, que cria relatórios e gráficos com todos os dados captados pelo sensor.
