Telemetria na cana-de-açúcar: como o sistema REX impulsiona o canavial

A cultura da cana-de-açúcar é muito forte no Brasil. Além de alimento, a gramínea é uma fonte alternativa de energia, que está se tornando cada vez mais popular no país. A safra 2026/27 está estimada em 705,2 milhões de toneladas, um crescimento de 4,7% em relação ao ciclo 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A cana, portanto, traz alto retorno financeiro, mas o gestor precisa investir em recursos eficazes para otimizar seu cultivo. O primeiro passo é a telemetria, que ajudará a melhorar o cultivo desde o planejamento até o transporte.

Na Velos, a telemetria trabalha com o REX, um sistema avançado capaz de interpretar os dados coletados e traduzi-lo em métricas essenciais para o maquinário de sua fazenda. Neste contexto, vamos entender como essa tecnologia impulsiona o cultivo de cana-de-açúcar. Continue a leitura:

Cana-de-açúcar e o etanol no Brasil

O Brasil lidera a produção e exportação mundial de açúcar. Somado à Índia, produz mais da metade da cana produzida mundialmente. O peso dessa cultura não interfere apenas na economia interna, mas também no mercado externo.

Desde 2003, o Brasil adotou a tecnologia flex fuel, que permite que os veículos utilizem gasolina, etanol ou qualquer mistura de ambos em um único tanque. Como o etanol não é encontrado livre na natureza, a forma mais simples de produção é a extração das moléculas de açúcar, ou seja, de vegetais como batata, trigo, mandioca e, principalmente, a cana. 

O uso de etanol no país totalizou 21,23 bilhões de litros em 2025, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além disso, dominou a moagem de cana no início da safra 2026/27, dois terços da produção foram para o combustível, que teve alta de 33,32% em relação ao ano anterior.

Como a telemetria impulsiona a cultura de cana-de-açúcar?

A telemetria é fundamental para o acompanhamento das máquinas: a tecnologia capta dados e os transforma em indicadores-chave de desempenho da sua frota. Entenda como essas informações, “traduzidas” pelo sistema REX, podem colaborar de forma eficiente para o cultivo e a colheita de cana-de-açúcar do seu negócio:

Otimização da operação

A cultura de cana-de-açúcar envolve um maquinário extenso e pesado, o que pode ser bastante complicado de monitorar com relação a trajeto, performance, tempo de trabalho e material coletado.

Quando falamos de preparo do solo, por exemplo, a fazenda precisa lidar com tratores, subsoladores, grades e sulcadores. Todos esses equipamentos podem ser acompanhados por meio da telemetria. 

Vejamos o trator, muito utilizado em praticamente todas as etapas da cultura de cana. Quando os sensores estão acoplados nos veículos, o sistema REX pode acompanhar:

  • consumo do combustível pelo motor;
  • aquecimento do motor e do sistema hidráulico para verificar temperatura e pressão;
  • falhas de algum componente, emitindo um alerta para manutenção corretiva rápida;
  • horas de trabalho registradas no horímetro;
  • localização via GPS;
  • velocidade ideal para plantio, pulverização e demais atividades;
  • total de hectares que a máquina conseguiu cobrir no dia;
  • tempo ocioso.

Severidade operacional

Na cana-de-açúcar, severidade operacional é o grau de impacto das máquinas sobre o talhão durante operações como colheita, transbordo, pulverização e adubação. Ela considera fatores como pisoteio das linhas de cana, compactação do solo, número de passadas de máquinas e manobras excessivas.

Quanto maior a severidade, maior tende a ser a perda de produtividade e a redução da longevidade do canavial. Mas a telemetria pode ajudar a evitar esse problema com a cana-de-açúcar.

Com a tecnologia, o GPS registra cada deslocamento da frota, permitindo verificar se colhedoras e transbordos permanecem nas faixas de tráfego planejadas. Quando uma máquina invade repetidamente as linhas de plantio, o sistema identifica o desvio e permite correções imediatas, reduzindo danos às soqueiras.

Para completar, o sistema REX emite análise de alertas de superaquecimento e RPM em frotas que operam ininterruptamente no regime pesado das usinas.

Janela de cultura 

Outro fator importante é que as janelas de cultura são muito apertadas: o plantio deve ser feito em solo levemente úmido, enquanto a colheita ocorre em tempo seco. Na cana-de-açúcar, essas janelas são influenciadas por fatores como previsão de chuva, estágio fenológico da cultura, disponibilidade de máquinas e condições de trafegabilidade do talhão.

A telemetria mostra não só onde cada máquina está, mas também quanto já produziu e qual sua disponibilidade. Com essas informações, o gestor distribui a frota para atender os talhões prioritários antes que a janela se encerre. 

Aplicação precisa

Como visto, todos os veículos utilizados na plantação de cana-de-açúcar podem ser monitorados pela telemetria, incluindo pulverizadores e adubadoras. Quando o gestor acompanha esses equipamentos, descobre informações como velocidade, taxa de aplicação e área efetivamente coberta. 

Ao integrar esses dados aos mapas de manejo, o produtor consegue aplicar fertilizantes e defensivos apenas nos locais necessários, evitando que um espaço fique sobrecarregado enquanto o outro está defasado. E mais: verificará se houve uma queda de desempenho do equipamento com o passar do tempo.

Sistema CTT

Na agricultura, o sistema CTT refere-se a corte, transbordo e transporte. Quem faz o planejamento orçamentário sabe que cerca de 40% dos custos operacionais de uma usina estão concentrados nele. Portanto, otimizá-lo é crucial para diminuir custos sem afetar a qualidade do serviço.

Quando aplicada ao sistema, a telemetria permite que o gestor monitore frotas de tratores, colhedoras e caminhões em tempo real. Assim, é possível despachar o caminhão mais próximo, estimar o horário de chegada da carga, reduzir o tempo de espera entre colheita e transporte e manter o fluxo contínuo de abastecimento da indústria.

Sincronismo de frotas

Outra vantagem de monitorar a sua frota é conseguir manejá-la para evitar tempo ocioso ou atraso nas operações. Você não precisa, por exemplo, ligar os veículos de transbordo enquanto espera pela colhedora, o que economiza o uso do motor e consumo de combustível. Além disso, diminui atrasos na entrega da cana à moenda, pois o gestor acompanha o andamento do corte, a colheita e a localização de cada veículo monitorado.

Compactação do solo e pisoteio

Quando máquinas pesadas comprimem os poros do solo, ele fica mais compacto, o que diminui a infiltração de água, a aeração e o crescimento radicular. Em áreas de cana, colhedoras, transbordos e tratores podem exercer dezenas de toneladas sobre o solo durante a safra. 

A velocidade inadequada também aumenta a severidade. Quando muito alta, favorece desalinhamentos; muito baixa, pode gerar excesso de permanência e tráfego desnecessário

A telemetria auxilia os equipamentos a ter uma padronização na velocidade. Nesse contexto, a tecnologia estabelece limites e alerta quando o operador trabalha fora da faixa recomendada para cada operação.

Monitoramento fora da plantação

Sua fazenda não precisa limitar o monitoramento apenas ao canavial. Caminhões canavieiros e veículos de apoio que transportam a cana podem ser monitorados para o gestor saber, por exemplo, em quanto tempo é feito o transporte, se houve muitas paradas, problemas no trânsito e se é possível fazer rotas alternativas para otimizar esse trajeto.

Manutenção preditiva

Com a grande quantidade de maquinário e os prazos curtos para colheita e transbordo, qualquer falha numa máquina pode comprometer o ciclo de cultura do canavial. Portanto, mais do que um conserto rápido, o objetivo aqui é evitar o conserto.

A manutenção preventiva é o conjunto de cuidados que evitam que um equipamento precise ir ao conserto. Pode ocorrer de duas formas: na rotina diária e no diagnóstico de futuros problemas.

Quando o operador desliga o trator, limpa e o estaciona na garagem, ele faz uma manutenção para aumentar a durabilidade do equipamento. Porém, a telemetria também atua nesse aspecto: quando os sensores captam alguma alteração na rotação ou temperatura do motor, por exemplo, o gestor pode solicitar um serviço de reparo para identificar se há necessidade de troca. 

Como o equipamento ainda funciona, é possível solicitar a compra de uma nova peça enquanto a antiga está trabalhando. Assim, o gestor tem tempo para pesquisar, fazer orçamentos em diferentes lojas e encomendar com um valor mais em conta. Tudo sem interromper o ciclo de trabalho.

Comunicação em áreas restritas

Uma das grandes vantagens da telemetria para a cana-de-açúcar é que a comunicação entre sensores e sistema central ocorre por nuvem e, em muitos casos, é possível fazer a transmissão até em áreas restritas. Dessa forma, mesmo em situações ruins de clima e localização, o gestor consegue acompanhar o trajeto e o desempenho das suas máquinas.

Impulsione a cultura de cana-de-açúcar com o sistema REX

O “cérebro” da telemetria da Velos é o sistema REX, que capta, interpreta e “traduz” dados complexos em informações essenciais para sua cultura de cana-de-açúcar. Transforme tudo em relatórios completos, com o que você precisa para planejar a safra 2026/27 de maneira inteligente.

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