Telemetria na produção de grãos: como maximizar o sistema REX na safra de soja e milho

Como maximizar o uso do sistema REX nas safras de soja e milho 

As culturas de soja e milho são as duas mais frequentes na agropecuária brasileira. Estima-se que a de soja, a mais popular, produza colheitas de cerca de 180 milhões de toneladas por ano.  

No Brasil, a cultura de soja e milho funciona no sistema de sucessão, ou seja, o cultivo de duas ou mais espécies em sequência na mesma área. Por exemplo, o plantio de soja na safra de verão, seguido pelo de milho na segunda safra ou no inverno. 

Com o sistema REX, você consegue monitorar safras, safrinhas e entressafras de soja e milho. Além de entender como a cultura funciona, você conseguirá criar estratégias adequadas ao ciclo de colheita da sua fazenda.  

Neste texto, você entenderá como otimizar o sistema REX para as culturas de soja e milho da sua fazenda. Continue a leitura:  

O que seria maximizar o REX nas safras da fazenda? 

Maximizar o sistema REX é aproveitar ao máximo a tecnologia na produção da sua fazenda em todas as fases da safra. 

O uso do REX na produção de grãos ocorre muito antes do plantio. É parte da estratégia para otimizar a produção e a colheita das safras da sua fazenda. Portanto, sua utilização vai além da instalação nas máquinas; ele pode ser útil também no planejamento.  

Quando você tem objetivos claros para a tecnologia, consegue maximizar o uso durante os plantios.  

O sistema REX é o “cérebro” da telemetria; a parte que interpreta todos os dados coletados pelos sensores. Em vez de apenas mostrar quantos kms o trator andou em determinado dia, ele vai mostrar como o desempenho da máquina neste mês se relaciona com o do mês passado.  

Como otimizar o uso do sistema REX na produção de soja e milho? 

Veja o que fazer para tirar o máximo proveito da tecnologia nas plantações de soja e milho. 

Comece pela operação crítica 

Nesse primeiro momento, você deve definir quais operações têm maior impacto econômico em cada tipo de safra. 

Na plantação de soja, as operações mais críticas costumam ser dessecação, plantio, aplicação de defensivos, adubação e colheita. Já na de milho, são o preparo e correção do solo, plantio, aplicação de fertilizantes, pulverização e colheita. 

A partir daí, você já tem uma ideia de quais fases avaliar com mais afinco e, principalmente, quais os indicadores mais importantes. 

Meça o tempo efetivamente produtivo 

Por conta do uso intenso de tratores, as safras de milho e soja consomem muito combustível. Esse problema, claro, causa um gasto intenso nas finanças da fazenda — principalmente após a alta do diesel, que pode gerar um gasto adicional de R$7 bilhões ao agronegócio.  

Enquanto o motor está ligado, mesmo que a máquina esteja parada, o consumo de combustível continua.  

Imagine que você está monitorando uma plantadeira trabalhando durante um turno de 12 horas. O sistema REX aponta a seguinte carga horária de trabalho: 

  • 8h30 em operação; 
  • 1h20 em deslocamento; 
  • 1h10 parada para abastecimento; 
  • 40 min com motor ocioso; 
  • 20 min em outras paradas. 

Entendendo quais são as horas de trabalho efetivo, você descobre onde estão as horas que não viraram hectares trabalhados, informação fundamental para avaliar se há desperdício real de combustível durante a operação. 

Para soja e milho, esses dados são especialmente importantes durante o plantio, quando a janela operacional pode ser determinante para o sucesso da colheita. 

Entenda como a operação acontece 

Saber quantos hectares foram plantados e a velocidade é importante, porém você precisa entender como o trabalho foi executado. 

O monitoramento de velocidade e RPM permite comparar o comportamento das máquinas e operadores e identificar situações fora dos parâmetros estabelecidos para determinada operação. 

Se determinado trator apresenta produtividade inferior aos demais, o REX pode ajudar a investigar se a causa está relacionada a excesso ou baixa velocidade, paradas frequentes ou deslocamentos, por exemplo.  

Então, em vez de se perguntar se o operador está trabalhando pouco (o que pode não ser verdade), você vai verificar efetivamente qual variável está reduzindo a eficiência da operação. 

Evite o gargalo logístico 

Uma colheitadeira parada porque o transbordo não chegou representa uma máquina de alto valor sem gerar produção naquele momento. 

Com o sistema REX, é possível identificar padrões de parada e seus motivos, inclusive situações como espera por insumos ou manutenção. 

Na colheita, por exemplo, o gestor pode cruzar tempo de colheita, tempo parado, deslocamento e disponibilidade dos equipamentos de apoio. 

Se a colheitadeira estiver disponível, mas frequentemente esperando transbordo, talvez o problema seja do dimensionamento ou sincronização da logística. 

Controle a pulverização 

Uma das vantagens do sistema REX é o controle da taxa de pulverização. Os sensores podem captar dados sobre a máquina em si (como o trabalho do motor e do sistema hidráulico) até a pulverização (válvulas, pressão e vazão). 

Você consegue acompanhar uma série de métricas, como velocidade de aplicação, pressão, área trabalhada e tempo efetivamente pulverizando. Como o controle é amplo, permite uma visão ampla do trabalho e evita simultaneamente o desperdício de insumos e a perda de capacidade operacional.  

Uma pulverizadora que trabalha abaixo da velocidade adequada pode reduzir a capacidade operacional; já o trabalho acima do padrão compromete a qualidade da aplicação. Portanto, estabeleça parâmetros técnicos para cada operação e utilize o REX para verificar a aderência a eles. 

Baseie a manutenção nas horas de trabalho 

Uma das principais vantagens da telemetria é auxiliar na manutenção preventiva, ou seja, na que ocorre antes que o equipamento apresente falhas que impeçam seu uso. Uma fazenda pode trabalhar com a manutenção baseada em calendário, na qual a máquina tem dias certos para passar por um reparo.  

O sistema REX, porém, permite que você faça a manutenção baseada nas horas de uso real do equipamento. Para tal, a tecnologia monitora remotamente o horímetro e acompanha seu tempo de utilização. Essa métrica pode apoiar o planejamento da manutenção e evitar que equipamentos cheguem à safra sem as revisões necessárias. Consequentemente, reduz a possibilidade de uma máquina ficar indisponível justamente durante uma janela operacional crítica. 

Compare máquinas e operadores 

Uma das maiores vantagens do sistema REX é transformar a operação em algo mensurável e comparável. Você pode, por exemplo, fazer comparativos das horas trabalhadas e ociosas, da área trabalhada e da velocidade média das máquinas A e B. 

A partir daí, você avalia as métricas para entender por que a Máquina A consegue produzir mais hectares no mesmo turno que a máquina B. Esse tipo de comparação também ajuda a identificar boas práticas de operadores que podem ser replicadas para toda a equipe, já que, em muitos casos, é o trajeto ou a estratégia desses trabalhadores que otimizam o trabalho da máquina. 

Crie KPIs específicos para soja e milho 

Sua fazenda pode ter plantações distintas — e você trabalhará com diversos indicadores gerais —, mas boa parte delas também terá informações muito específicas. Portanto, antes mesmo de começar a telemetria, escolha KPIs (indicadores-chave de desempenho) adequados para as safras de soja e milho. 

O ideal, claro, é não acompanhar dezenas de KPIs, e sim com um painel enxuto, com informações realmente úteis para sua safra. Assim, você não se perde e evita dados que não serão transformados em decisões estratégicas. 

Algumas sugestões: 

  • plantio: hectares/hora; horas de plantio real, velocidade média; tempo parado, tempo de deslocamento, disponibilidade da plantadeira; 
  • pulverização: hectares/hora, taxa de aplicação, velocidade, tempo efetivo de pulverização, tempo parado, consumo de combustível; 
  • colheita: hectares/hora, horas efetivamente colhendo, tempo parado, tempo de deslocamento, disponibilidade da colheitadeira, utilização dos equipamentos de apoio; 
  • frota: horas trabalhadas, horas ociosas, consumo, disponibilidade, utilização por máquina, manutenção. 

Tenha uma rotina de decisões 

A telemetria gera uma enorme quantidade de dados, mas só colhê-los não traz resultados. O ganho financeiro aparece quando a informação gera ação, ou seja, o dado vira insumo para estratégias. Mais do que um painel de acompanhamento, o sistema REX deve funcionar como uma ferramenta de gestão operacional da safra. 

Para tal, siga as dicas: 

  • tenha objetivos claros: como visto, antes mesmo de você começar a utilizar a telemetria, precisa definir o que pretende conquistar com os dados coletados — mesmo que essas metas mudem com o passar do tempo; 
  • defina os KPIs: há os gerais, que servem para qualquer tipo de colheita, e os específicos, pensados exclusivamente para as colheitas de soja e milho; 
  • tenha uma rotina: semanal, quinzenal ou mensalmente, você precisa analisar os resultados para ver as mudanças de atuação das máquinas durante o tempo e criar planos de ação; 
  • fale com os operadores e líderes: tanto os trabalhadores operacionais quanto os estratégicos são fundamentais para otimizar o trabalho do sistema REX. Ouça sugestões e feedbacks para saber o que analisar ou modificar na estratégia. 

Maximize suas colheitas de soja e milho com o sistema REX 

Fundamental na telemetria, o sistema REX dados de trabalho em informações cruciais para a estratégia da sua fazenda. Intuitiva, é fácil de utilizar até por quem ainda não tem muita experiência. E sempre que precisar, a plataforma vai gerar relatórios completos, com os dados mais recentes. 

Transforme hoje a colheita de soja e milho da sua fazenda.

 

Curtiu esse conteúdo? Compartilha em suas redes sociais: